24/11/16

O Rei, a Rainha e o plebeu

Era uma vez, um reino que depois de uma dura batalha contra os bárbaros terríveis, venceu e se tornou o reino dos reinos, o maior reino de toda terra. No reino, reinava um Rei e sua mãe, onde naquela época, era comum o Rei proclamar sua mãe, Rainha do seu reino.

Neste reino havia um plebeu, chamado João, que durante a grande batalha, fora salvo diversas vezes pelo próprio Rei, em seu cavalo branco, em diversas enrascadas dos bárbaros.

Depois do fim de todas as batalhas, João queria dar algum presente para o Rei em forma de agradecimento, por ter salvo sua vida várias vezes. Mas havia um problema. João era muito pobre, miserável, imundo, e vivia na rua como pedinte. Mesmo assim, estava decidido de presentear o seu magnífico Rei.

João saiu do seu reino, para se aventurar fora dos muros protegidos, e procurar um presente digno para o seu Rei. Depois de buscar por todo o canto da região, nada que ele fosse pegar para presentear, parecia digno. Se viu em grande apuros, pois era uma batalha mais difícil que a dos bárbaros, encontrar um tesouro para o seu amado Rei, digno de ter todos os tesouros da terra.

Foi quando estava passando por um enorme jardim florido, que caiu de joelhos, em prantos, sentindo-se derrotado. Então, andando pelo lindo jardim, pegou a melhor rosa que havia encontrado, mas cheia de espinhos, e retornou ao reino.

Chegando as portas do reino, entrou, e foi direto ao castelo do seu Rei. As portas do castelo, bateu 3 vezes, e um subordinado do Rei veio ao seu encontro. João, então lhe contou a sua história. Ele comoveu o servo do Rei. O servo pediu que João entrasse e prontamente chamou, em vez do Rei, a Rainha.

Numa das salas do castelo, João contou sua história com mais detalhes, e mostrou a rosa a Rainha. Envergonhado, pediu que entregasse ao seu Rei, pois não havia encontrado nada mais digno, e muito menos ele se sentia digno de entregar ao Rei, sendo ele miserável. Depois disso foi embora.

A Rainha então pegou esta rosa, mandou os guerreiros mais valorosos do reino buscarem das mais lindas rosas nas redondezas dos muros. Depois, pediu que o tesoureiro do reino pegasse as jóias mais belas de todo o reinado. Depois que tudo chegou em suas mãos, colocou numa cesta toda adornada em ouro e diamantes, revestiu-a com as flores, encheu-a de jóias, e colocou a rosa dada por João bem no centro.

E com muito amor e muito zelo pelo presente que João havia oferecido, levou ao Rei. O Rei se emocionou com o presente, e convocou todo o reinado para uma festa. Nesta festa deu um grande e valoroso discurso, e mostrou o presente que havia recebido, todos se maravilharam, e João, grandiosamente agradecido pela Rainha, clamou, Salve a Rainha e o Rei!

FIM! Mas ainda não acabou?

Essa é uma estória lúdica, para ilustrar a nossa relação REAL com Jesus Cristo. Todos nós somos um pouco ou muito do que o plebeu é, miseráveis, imundos em nossos atos, corações. E qualquer coisa que formos oferecer a Jesus, pequenina ou grandiosa, para Ele, que é Deus do universo, corresponde a nada. Ao passo que se torna uma ofensa a Ele.

Mas, quem pode recusar um presente de sua mãe amada? Nenhuma mulher, até Maria nascer, foi digna de conceber Jesus, e como ela é a preferida, a predileta de Deus, quando ela presenteia algo a Jesus, os anjos e os santos glorificam nos Céus, e Jesus fica enormemente feliz.

Como foi Deus que a escolheu para Rainha de todo o universo, Maria possui a realidade de que foi ela que trouxe Jesus ao mundo, então é através dela que o mundo deve ir até Jesus de forma mais digna e eficaz, a outra realidade é que como Rainha de todo o Universo, ela tem acesso a todas as riquezas, por nós conhecidas e desconhecidas.

Então, se darmos a Maria nosso presente, que mais parece uma ofensa, cheio de espinhos, para que entregue a Jesus, sem sombra de dúvida, que para o Filho amabilíssimo desta grandiosíssima mulher e detentora de todos os tesouros do universo, irá revesti-lo dos tesouros mais belíssimos que ninguém nunca poderá imaginar.

FIM!

Autor Desconhecido!

10/10/16

O sinal de Jonas - HD348 - Segunda-feira da 28.ª Semana do Tempo Comum (P)

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Meus queridos irmãos e irmãs, no evangelho de hoje Jesus repreende a geração má e perversa porque busca um sinal, ou seja, o sinal é o próprio Cristo, nós precisamos simplesmente ter fé. Veja, para a gente entender este evangelho seria interessante nós procurarmos outros paralelos, o evangelho de São Lucas nos fala, por exemplo, da famosa parábola do pobre Lázaro e do rico epulão, naquela parábola o rico, do inferno, pede ao pai Abraão, "envia Lázaro para que os meus irmãos tenham um sinal porque, sabe, se alguém ressuscitar dos mortos eles crerão", então Jesus conclui a parábola de uma forma bastante triste, reconhecendo que "mesmo se alguém ressuscitar dos mortos, eles não irão acreditar".

Veja, isto que Jesus diz tristemente, laconicamente nesta parábola, infelizmente foi uma realidade até mesmo histórica, por quê? Porque o evangelho de São João lembra que houve um Lázaro histórico, um Lázaro que, de fato, ressuscitou, e mesmo assim os fariseus não creram. O evangelho de São João recorda que depois que Lázaro ressuscitou os chefe dos fariseus planejaram matar Lázaro, essa era a maldade do coração deles, planejaram matar Lázaro para esconder a evidência, o milagre, a prova de que eles eram obrigados a crer.

Pois bem, voltemos ao evangelho de hoje, "esta geração má e perversa pede um sinal", existem pessoas que gostariam de crer em Jesus, mas querem evidências, querem provas, mas, meu irmão, o problema é o seguinte: se o seu coração estiver fechado, você não irá crer, mesmo que lhe sejam dadas as provas e os sinais mais evidentes.

Sim, essa é a tristeza, isso é uma constatação histórica: os fariseus tinham todos os sinais, Jesus cumpriu todas as profecias, realizou todos os sinais, no entanto, eles O mataram, mas por que isto? Porque, na realidade, nós quando aceitamos o Cristo temos que mudar de vida e as pessoas não querem ser incomodadas. Como Jonas foi um sinal para os ninivitas e os ninivitas se converteram, o grande milagre que aconteceu em Nínive exatamente porque um profeta, um profeta assim, de má vontade, que não queria que a cidade se convertesse atravessa a cidade e milagrosamente as pessoas se convertem, por quê? Porque havia ali um coração bom, um coração aberto, embora o sinal, o sinal de Jonas, fosse um sinal "inadequado" porque ele era um profeta que não estava querendo a conversão do povo.

Agora, para a nossa geração, nós temos um outro sinal, muito mais extraordinário, muito mais potente, porque nós não temos um profeta de má vontade, nós temos o Deus de misericórdia que se fez homem, se fez carne, que viveu no nosso meio, que morreu por nós, que ressuscitou dos mortos e se nós não crermos nisso é porque o nosso coração é muito mau.

Então o evangelho de hoje nos ensina essa verdade dramática, triste e feliz, ao mesmo tempo, ou seja, triste porque se o nosso coração é mau, nenhum milagre será capaz de demovê-lo de sua maldade, mas feliz, porque porque se nós realmente nos abrirmos ao amor creremos e receberemos do Cristo a boa nova do evangelho e não somente: a salvação. Abra o seu coração, creia, dê o passo da fé. Que

Deus abençoe você.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.


Acima, texto transcrito do vídeo:


Abaixo, texto do site:

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 11, 29-32)

Naquele tempo: Quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: 'Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 

No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração,e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas.'

Há apenas alguns versículos, São Lucas narra que, enquanto uns acusavam o Cristo de agir por força de Belzebu, príncipe dos demônios, outros, para pô-lO à prova, pediam-Lhe um sinal do Céu (v. 15-16). No Evangelho de hoje, a esses que há pouco O tentavam, e a outros que à multidão se juntavam, declara o Senhor, Aquele que há de vir a julgar os vivos e os mortos: Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. 

E por que não será dado um sinal? Porque o Cristo, Ele próprio, é o sinal; se nEle não crerem os filhos desta geração, nenhum sinal lhes será suficiente, dada a maldade e dureza de seus corações. Com efeito, alguns capítulos mais tarde, afirmaria o Senhor na parábola do pobre Lázaro e do rico epulão: não crerão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos (Lc 16, 31). 

Afirmação comprovada por São João que, ao narrar a ressurreição de Lázaro, irmão de Marta e Maria, menciona a reação dos pontífices e dos fariseus: Que faremos? Esse homem multiplica os milagres. Se o deixarmos proceder assim, todos crerão nele (Jo 11, 47-48). Assim, depois de terem visto os muitos milagres operados pelo Filho de Deus, e terem ouvido os ensinamentos da própria Sabedoria encarnada, não foi por falta de sinais que não creram!

O Evangelho desta segunda-feira, portanto, ensina a verdade dramática da dureza de coração que chega à rejeição total do Salvador. E quem crê estar de pé, cuidado, não caia (1Cor 10, 12). Peçamos o auxílio da graça de Deus e abramos o coração para crer no Crucificado, sinal, força e sabedoria de Deus (1Cor 1, 21-24).


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Espelho completo e corrigido do link com os textos, áudio transcritos, bibliografias e referências:
https://padrepauloricardo.org/episodios/o-sinal-de-jonas


08/10/16

A bem-aventurança da Virgem Maria - HD347 - Sábado da 27.ª Semana do Tempo Comum (P)

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Meus queridos irmãos e irmãs, no evangelho de hoje uma mulher dirige um louvor à Virgem Maria como "bem-aventurada", por ela ser aquela que gerou e amamentou o Cristo. E Jesus corrige dizendo: "Muito mais bem-aventurado é aquele que ouve a Palavra e coloca em prática". O que é que este evangelho então nos ensina a respeito da Virgem Maria?

Bom, em primeiro lugar, vamos nos recordar que nós estamos num sábado e o sábado é sempre o dia que a Igreja reflete e honra a Virgem Santíssima e neste sábado que nós aqui podemos aprender da Igreja exatamente o fato de que a Virgem Maria foi muito mais feliz por ter concebido ao Cristo no coração do que por ter concebido o Cristo no ventre. Isso que eu acabo de dizer é uma frase adaptada de Santo Agostinho, por quê? Porque, de fato, de nada adiantaria a Virgem Maria ter concebido no ventre se ela não tivesse um coração, exatamente um coração que escutou a Palavra de Deus, é o primado da vida espiritual sobre a realidade física e carnal.

Vejam, no Antigo Testamento Deus escolheu um povo, este povo, evidente, era um povo de descendência física, hermeticamente as pessoas são pertencentes a esse povo. O que quer dizer na prática é o seguinte: ninguém se converte ao judaísmo, as pessoas nascem no judaísmo, ou seja, trata-se de uma raça que ao mesmo tempo é também religião, é são os descendentes de Abraão. No entanto, com Jesus, Jesus quis alargar a descendência de Abraão exatamente cumprindo a profecia de que Abraão teria uma descendência numerosa como as estrelas do céu.

Mas essa descendência numerosa como as estrelas do céu não podia ser uma descendência física, genética, de sangue, mas é a descendência da fé e é por isso que nós chamamos Abraão de nosso pai na fé porque ele foi o primeiro quem acreditou, mas embora Abraão tenha sido o primeiro a seguir Deus na fé, ele não foi o que teve a maior fé, nós sabemos que de todos os santos e santas da história da salvação, a maior fé existia no coração da Virgem Santíssima, ela foi a agraciada, ela é que, de fato, foi escolhida por Deus e desde o ventre materno já recebeu quantidade de graça maior que a de todos os santos e todos os anjos.

E ela então foi crescendo, crescendo espiritualmente, de fé em fé, de fé em fé, até que finalmente o anjo a visitou. Nós vemos então o ato de fé da Virgem Maria de acolher a Palavra de Deus e de gerar o Cristo na fé, por isso Santo Agostinho nos recorda: "antes de conceber no ventre, ela concebeu na alma", eis aí a grandeza da Virgem Maria.

Mas não para por aí, o seu ato de fé irá até o heroísmo, o heroísmo de acompanhar o seu Filho no sacrifício do calvário. É por isso que a Igreja chama a Virgem Maria também de Co-redentora, por quê? Porque Jesus ofereceu no calvário o sacrifício perfeitíssimo, mas havia uma coisa que Jesus não podia oferecer: o sacrifício da fé, por quê? Porque Jesus é Deus, Ele não tinha fé, então, fica até estranho dizer que Jesus não tinha fé, como se fosse um defeito, é que na verdade, Ele sendo Deus, Ele tinha o contato direito com Deus, nós pela fé temos um contato indireto, então, o maior sacrifício, o sacrifício da fé daquela que ouviu a Palavra de Deus e disse: "Faça-se" aconteceu no calvário, a maior fé, a fé mais extraordinária que saiu do coração da Virgem Maria.

Que ela então, neste sábado queira nos agraciar dando a nós uma fé como a sua para que possamos também nós louvar a Deus num sacrifício de fé.

Deus abençoe você.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.


Acima, texto transcrito do vídeo:

Abaixo, texto do site:



Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 11, 27-28)

Naquele tempo: Enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: 'Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram.' Jesus respondeu: 'Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática'.

Perante o louvor que se ergue da multidão, longe de desmerecer quem O gerou em seu ventre e O amamentou em seus seios, o Senhor revela por que é realmente bem-aventurada aquela que escolheu por Mãe desde toda a eternidade, dizendo: muito mais feliz é quem ouve a palavra de Deus e a põe em prática. De fato, diante do Anjo anunciante, a Virgem primeiro ouve e crê, depois concebe; com fé plena, concebe primeiro na alma, motivo pelo qual ela é deveras mais feliz — ensina Santo Agostinho (Cf. Sermo 196: PL 38, 1019; Sermo 215, 4: PL 38, 1074; De sancta virginitate, III, 3: PL 40, 397).

Ainda que a Anunciação seja já suficiente para dar provas de sua tão excelsa bem-aventurança — pois com fé ouve e acolhe o Verbo de Deus —, foi diante da Cruz de seu divino Filho que a Virgem Corredentora ofereceu um ato de fé ainda maior, um que jamais existiu em criatura alguma, unido à mais firme esperança e ardente caridade. Portanto, embora Abraão seja nosso pai na fé (Rm 4, 11.18; Tg 2, 21), a maior fé foi a de Maria, de quem a graça inicial, recebida de Deus ainda no ventre de Sant'Ana, era já maior que a de todos os anjos e santos e não parou de crescer até sua assunção ao Céu. Sim, ela é a cheia de graça (Lc 1, 28). 

Por isso, neste sábado, peçamos à Santíssima Virgem Maria, de quem somos descendentes (Gn 3, 15; Jo 19, 26-27; Ap 12, 17), assim como o somos de Abraão, que nos alcance de Deus a graça de uma fé semelhante a sua, para a maior glória de Deus.


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Espelho completo e corrigido do link com os textos, áudio transcritos, bibliografias e referências:
https://padrepauloricardo.org/episodios/a-bem-aventuranca-da-virgem-maria